quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Filmes de Heróis do Futuro






     Vamos usar a imaginação por um momento: Imagine que o caminhão de filmes dos mascarados sature o mercado, mais ou menos em 2018 ou adiante. Os próximos filmes, tanto da Disney quanto da Warner e Fox são fracassos de bilheteria, e todos vêem que vários universos compartilhados sobrecarregam o publico, e gera prejuízo para todos (reforçando aqui que é só um exercício de imaginação, embora eu ache que isso vá acontecer eventualmente).

     Porem, durante esse tempo descobriu-se que qualquer herói ou grupo, se bem trabalhado, pode ter o mesmo rendimento que os grandes medalhões de cada editora. Uma das opções seria, já com tantos heróis apresentados, fazer filmes fechados, adaptando ou criando historias de qualquer personagem em questão, sem o compromisso de fazer disso um grande universo, apenas um grande filme.

     A minha pergunta é: que diretor você gostaria que dirigisse um filme do seu grupo/personagem preferido? Ele precisaria seguir o cânone ou poderia fazer algo do zero, se apropriando apenas do nome/poder dele? A trama seria um arco que vocês gostariam de ver no cinema ou vocês confiariam no diretor para contar algo novo do personagem?



     Da minha parte, uma das coisas que eu mais queria ver no cinema seria um filme do Punisher dirigido por Clint Eastwood, pra mim o sucessor espiritual de Sergio Leone, justamente por ter trabalhado com ele por tanto tempo e pelo seu mais recente filme, Sniper Americano, que tinha a presença do símbolo do Justiceiro em boa parte do filme. Com ótimas cenas de combate urbano e muita violência, o trabalho do Clint como diretor também demonstra uma ótima habilidade de construção de personagens, e se fosse baseado em qualquer historia da fase do Garth Ennis no selo MAX, poderíamos ter um dos melhores filmes de heróis de todos os tempos (embora eu e muita gente não consideremos Frank Castle um heroi).


     Outros times de diretores + heróis que me agradam são: Paul Thomas Anderson e Nick Fury: Agente da Shield (baseado na fase de Jim Steranko), Batman por Darren Aronofsky (que quase aconteceu, e no caso com uma historia focando na paranóia do Batman em combater o crime sendo um homem comum), e por fim, Wolverine por Tarantino (e poderia até fazer um faroeste com o personagem se quisesse). Deixe sua opinião e vamos discutir sobre!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Resposta: Christopher Nolan Pode Salvar a Literatura?


     O Homoliteratus é o site de literatura que mais acompanho, justamente por fazer artigos com opiniões interessantes e fugir do jeito comum de se fazer resenhas, porem o texto falando sobre Nolan e a literatura me incomodou a ponto de me motivar a escrever esse texto resposta.

     O colunista José Figueiredo começa o texto afirmando que o começo do cinema foi extremamente influenciado pela literatura, mas que agora, um século depois, os escritores são também influenciados por diretores, alem de afirmar que a literatura decaiu tanto em qualidade quanto em publico enquanto o cinema está em franca ascensão e tendo altíssima força cultural.

     Nós vivemos em um mundo extremamente conectado, e obviamente todos os autores que se prezem estão procurando informações e conteúdo para lapidar suas próprias idéias e conhecer novas, então naturalmente outras áreas de arte influenciaram e influenciarão os escritores e aspirantes.

     Uma mídia quando nasce obviamente não tem noção real de toda sua capacidade, por isso ela começa apenas tentando copiar as outras formas de arte, e tenta construir seu próprio caminho a partir daí. Essa ligação entre as mídias também não desaparece nunca, até hoje temos adaptações de livros para o cinema (particularmente nos Estados Unidos a quantidade de adaptações supera a de obras originalmente pensadas para o cinema) assim como temos filmes que nenhuma mídia além do cinema pode reproduzir, tanto quanto todas as outras formas de arte.

     O colunista aponta a causa da inversão na popularidade: Ligação com o publico. Ele não poderia estar mais certo. Com o passar do tempo, o cinema ficou extremamente acessível, filmes chegam facilmente dentro da sua casa através da televisão, o ingresso do cinema fica cada vez mais barato, acompanhar um filme geralmente exige menos esforço e tempo do individuo. Os quadrinhos pré e até um tempo após de “Sedução do Inocente” também eram mais populares que os livros, um dos exemplos é citado em um episodio do podcast Confins do Universo, que afirma que todo quadrinho que adaptava livros nos anos 60 vendia muito alem do mesmo e ainda alavancava suas vendas. O erro está justamente no motivo da queda dos livros. O experimentalismo nunca vai ser responsável pela queda da venda de toda a mídia.

     Digo isso porque os artistas que focam na forma em detrimento da narrativa (com certeza são uma minoria, longe de ser o tipo de escritor que o mercado quer) sabem que não vão ter um grande publico, também sabem que não está fazendo algo fácil de ser entendido, já que o objetivo dele é explorar novas formas de se contar uma historia, e não contar a historia em si. Isso precisa ser publicado para que outras pessoas julguem se está funcionando ou não, para que outro escritor veja o que foi testado ali e pegue a estrutura para usar em seu livro, já devidamente solido como forma graças as criticas recebidas. O que me impressiona é o fato de existir um vídeo do próprio site explicitando essa diferença e o fato do cinema experimentalista nunca ter atrapalhado o meio, mesmo existindo desde 1928, com “O Cão Andaluz” ou até antes.

     Então qual foi o real motivo da queda da supremacia literária frente às outras mídias no quesito popularidade? Sinceramente, acredito que foi justamente devido à facilidade de se consumir as outras mídias em relação a essa. Porem, a falta de informação com relação à quantidade de obras vendidas em 1900 me faz duvidar o quão popular a literatura era naquela época. O incentivo a leitura, ou a falta do mesmo, é outro problema que a literatura tem que enfrentar, diferentemente dos filmes que estão dentro de sua casa durante toda a vida, se a leitura não é incentivada pelos pais, o individuo fica a mercê da escola, e nós sabemos onde esse caminho vai dar.

     Nolan é citado pelo texto por fazer em seus filmes a mesma coisa que os antigos livros faziam, sendo profundo e acessível ao mesmo tempo, suas influencias são autores antigos, e então você percebe que o diretor da trilogia Batman é apenas um instrumento para o autor dizer “Não se fazem mais livros como antigamente” e acusa que o problema da literatura hoje é se entregar a linguagem e não a historia contada.


     Se a literatura de hoje não é melhor que a de antigamente eu não posso afirmar com tanta facilidade, mas se pegarmos o Nobel, o premio de literatura mais importante do mundo, veremos que o argumento do colunista é desconstruído, pois Mondiano, Munro, Mo Yan, Vargas Llosa e a maioria esmagadora de ganhadores estão preocupados em contar historias, não em reinventar a forma de escrever (o que não quer dizer que eles não o façam também). Para também citar brasileiros, Milton Hatoum, Daniel Galera e Lourenço Mutarelli estão discutindo sobre o ser humano nos seus livros muito mais do que tentando parecer poéticos ou revolucionários, talvez o autor do post devesse começar a lê-los.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Parabéns Neil Gaiman! (e top 5)





     Hoje é aniversario do autor mais importante da minha vida. O criador do personagem que está no banner desse blog, um dos escritores mais premiados da atualidade, tanto com quadrinhos quanto livros, a pessoa mais inspiradora que existe, tanto com seus discursos emocionantes quanto com seus mínimos tweets, Neil Gaiman é sem sombra de duvida a pessoa que mais me motiva a escrever, mesmo que talvez ele nunca saiba disso.

     O que dizer para uma pessoa que sempre tira as palavras da sua boca? Só posso agradecer por tudo que ele já fez e que está para fazer, pois sabemos que será digno de leitura e adoração.

     Para comemorar esse dia especial, vou fazer um top 5 das minhas obras preferidas do Gaiman. Uma coisa engraçada sobre ele é que é muito difícil achar duas pessoas que gostem exatamente das mesmas obras do Gaiman. Já vi pessoas adorando Eternos pelas redes sociais afora enquanto eu o acho muito mediano, e já vi pessoas que você não duvida que sejam fãs do autor dizer que não conseguiram nem terminar de ler Deuses Americanos. Então tenham em mente que uma lista do Gaiman, mais que qualquer outra, prevalece pelo gosto pessoal.


5° Lugar: Faça Boa Arte


     Sou uma daquelas pessoas que ouve esse discurso toda vez que preciso me motivar, quando não tenho nada para fazer ou quando estou me preparando para algo importante. Sempre fico um pouco emocionado quando ouço e o livro representa para mim o poder que Gaiman tem em mexer com outros seres humanos, menos de cem paginas e algumas frases é o suficiente para todo artista saber o que se fazer para fazer boa arte.

4° Lugar: 1602



     Uma das HQs menos comentadas do Gaiman, 1602 me surpreende pelo fato de ser uma repaginação dos super herois para a era medieval com suas características preservadas, menos a principal: a luta contra o mal. A mistura dos personagens da Marvel com outros reais e os encaixando em cargos diferentes da corte inglesa, a perseguição aos bruxos mostrado de forma sutil e genial, a surpresa da revelação das identidades de certos personagens e o problema principal e sua solução tornam essa obra uma das melhores de super herois que eu já li e uma das melhores do Gaiman.


3° Lugar: Deuses Americanos



     Considerado por muitos o melhor livro do autor, a historia de Shadow e Wednesday foi o primeiro livro que li do Gaiman, e dentro dele há de tudo, contos, poema, fantasia no seu nível mais lisérgico e pessoas comuns tendo os conflitos que todas as pessoas comuns terão. É o livro do Gaiman que abarca mais assuntos, como religião, consumismo, luxuria e tantos mais. É também o maior dos livros e por isso mesmo, o mais denso. Para mim, Deuses Americanos é quase um Sandman mais compacto, por isso merece todos os prêmios que ganhou e faz Gaiman deixar sua marca como um dos maiores escritores de fantasia da atualidade.

2° O Oceano no Fim do Caminho



     Não sei por que nunca falei desse livro aqui, mas tenho quase certeza que é porque não tenho palavras para descrever o quanto gosto de Oceano. O livro sobre a diferença entre crianças e adultos, literatura e memória é um dos que mais mexeram comigo entre todos os livros, e o primeiro capitulo é simplesmente o melhor inicio de livro que já li, com tantas frases marcantes e sentimentos correspondidos entre o menino sem nome que protagoniza o livro e o meu eu autor e leitor que as vezes eu acho que esse livro foi feito especificamente para mim. Eis uma das frases mais marcantes do livro: “Adultos não se parecem com adultos por dentro também. Por fora, são grandes e descuidados e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, parecem com quem sempre foram. A verdade é que não existem adultos. Nenhum nesse mundo inteiro.”
Uma obra-prima.

1° Sandman




     Sandman não é só a minha obra preferida do Gaiman, ou minha obra preferida entre os quadrinhos. É a melhor obra que eu tive o prazer de conhecer na minha vida. Sandman é uma obra que, por ter sido uma serie mensal, deixou Gaiman ter a liberdade de falar sobre tudo que toca a alma humana. Sandman é tão importante para mim que me fez parar de ter medo de muitas coisas, inclusive de morrer, porque passei a entender o que muita coisa significa. Morpheus trilha um caminho de mudança que, mesmo sendo maior que um Deus, ele consegue ser tão humano quanto nós. Eu simplesmente recomendo ao mundo que conheça Sandman e perceba que nós somos apenas um ponto de vista. E também somos um universo inteiro.

     Por fim, queria deixar aqui o discurso que deu origem a Faça Boa Arte, que acho que todos, principalmente quem quer fazer arte algum dia, precisam ouvir, e admirar o grande homem e a grande mente que é Neil Gaiman.


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Bolha do YA







     Um dos maiores momentos da Literatura está acontecendo agora, onde há cada vez mais jovens querendo ler, muito devido à internet. Obviamente, o maior beneficiado foi a classificação YA (Young Adult), que não cobre nenhum gênero especifico, indo do drama de Cidades de Papel até a distopia da saga Divergente. Surgiu varias series e escritores aclamados por esse gigantesco publico, grande parte com total mérito. Contudo, alguns começam a discutir quanto tempo esse publico vai continuar dentro dessa faixa de livros e se isso está fazendo bem para eles.

     Alguns fazem essa pergunta honestamente, como a vlogueira Ariel Bissett, antes totalmente dentro da tal bolha, se pergunta o porquê de as pessoas se manterem nessa linha de livros durante tanto tempo e desconhecer completamente o que existe na literatura “adulta”. Outros preferem simplesmente apontar e julgar, com motivos totalmente estapafúrdios, diga-se de passagem, alguns desses livros e pessoas, como o colunista Tadeu Braga em seu texto para a Revista Bula “10 livros paraidiotas”, que teve a sua mais que devida resposta pelo site Literatortura.

     Que fique bem claro que o problema não é continuar lendo esse tipo de livro enquanto envelhece, muito menos gostar de tal livro juvenil quando se tem o dobro da idade do publico alvo e sim não avançar na escada literária, continuando em um nicho que você já tem largo conhecimento e provavelmente sempre vai ler coisas parecidas.

     Um dos textos quecontestam essa preocupação foi escrito por Clara Browne, afirmando que o motivo de não se ler literatura “adulta” é porque ela é comandada por homens, principalmente heteros e brancos e CIS, e que tentam invalidar os livros juvenis voltado para as garotas por preconceito. Muito do que ela diz é verdade, o preconceito com livros destinados a garotas adolescentes é extremamente grande, eu mesmo já pratiquei esse preconceito com as pessoas muitas vezes, coisa que hoje eu me policio para não fazer mais. Contudo, discordo muito de dois pontos levantados: a real revolução que a autora diz acontecer através da literatura juvenil e a falta de representação das mulheres na literatura “adulta”.

     O primeiro ponto é um pouco controverso, a leitura escapista (pintada no texto citado a meu ver, com a escritora dizendo que a literatura juvenil “para garotas” só quer criar um mundo que garanta amor e carinho) é importante sim e muito boa para divertir e relaxar, mas ela definitivamente não vai causar nenhuma revolução real. Assim como livros de capa e espada, são apenas historias para se divertir e o tempo passar, às vezes até mesmo te proteger dos problemas de fora, como a própria autora do texto evidencia, porem esse tipo de livro não está mostrando os problemas, não está tendo nenhuma confrontação direta com as situações reais, ele está justamente fazendo o contrario. No caso das distopias, isso ganha um pouco mais de substancia, mas ainda sim é uma segunda camada de leitura um pouco fina se comparada ao que veremos no próximo ponto.



     Sim, a Ficção adulta é dominada pelo pessoal de sempre, mas a verdade é que se pode passar um bom tempo lendo ficção adulta sem tocar num livro escrito pelo sexo masculino. Talvez a vida toda. Nomes consagrados, que nenhum Hetero CIS branco vai poder te julgar (a não ser que ele seja tão estúpido quanto o Tadeu, pra falar que quem lê um livro da Lispector é idiota). Alem das citadas Clarice Lispector e Virginia Woolf, há também Jane Austen, a outra representante mais forte das mulheres na literatura mundial ao lado de Woolf; Harper Lee, a parceira de Truman Capote na escrita e ganhadora do premio Pulitzer; Ana Maria Machado, que assim como Neil Gaiman tem livros infantis e para adultos; Agatha Christie, principal representante do gênero romance policial ao lado de Arthur Conan Doyle e seu Sherlock; Fernanda Torres, com um dos best-sellers do ano de 2014 no Brasil com Fim; Svetlana Alexievich, a atual ganhadora do Nobel de literatura e irá ter seus livros publicados no Brasil pela Companhia Das Letras; Mary Shelley, inegavelmente uma das maiores referencias no gênero de terror, talvez apenas disputando com Bram Stoker; Gillian Flynn, autora de Garota Exemplar e um dos novos destaques entre as autoras de ficção adulta; Ann Leckie, ganhadora do premio Hugo e Nebula de 2014 e indicada para os mesmos em 2015, mas infelizmente ainda não tem nada dela publicado no Brasil; Chimamanda Ngozi Adichie, que também foi citada no texto como uma das atuais representantes da alta literatura atuais com extremo mérito; entre muitas outras, basta procurar.


     É o suficiente? Não e provavelmente nunca vai ser, porque sempre vamos querer ler o que as mulheres têm a dizer. E como visto, elas podem falar em vários tipos de Ficção, até em não-ficção como Alexievich faz, os problemas que mulheres enfrentam, ou criar grandes narrativas que revolucionem o meio dos livros, o que não pode é se fechar na sua bolha e perder o que essas mulheres, e outros tantos grandes autores, escreveram.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Poucas Impressões #1



     Vou começar uma serie de posts aqui no blog de pequenas analises descompromissadas do que estou lendo ou vendo eventualmente e assim indicar ou desindicar algo. Todos os posts dessa serie vão ter 1 HQ, 1 livro e 2 filmes, e sempre tentando sair do mainstream para poder diversificar e não se manter na mesmice que os sites conhecidos promovem. Tentarei fazer um post dessa serie por mês.

     Esse mês temos Duas biografias, de um homossexual japonês na segunda guerra mundial, outro de dois gênios em suas áreas, um apocalipse em plena Buenos Aires nos anos 60 e um instituto para Futuros serviçais.


Confissões De Uma Mascara

     Este livro é uma autobiografia do autor Yukio Mishima, Pseudônimo de Hiraoka Kimitake, e curiosamente o primeiro romance que ele escreveu. A vida de Yukio é problemática, pois o autor nasceu no Japão imperial em vias de se começar a segunda guerra, doente desde a infância e se descobrindo gay e sádico já aos sete anos, e com isso tendo que conviver com seus desejos reprimidos, e adotando varias posturas ao longo dos anos, escondendo seu eu verdadeiro atrás de mascaras. A escrita de Yukio é tocante e muito gostosa de ler, com uma ótima fluidez, sempre indo direto ao ponto e, principalmente, não escondendo nada do leitor, seja o porquê de suas atitudes ou os seus pensamentos mais mórbidos.


O Eternauta

     A obra prima de Oesterhead e Solano Lopes chegou a mim e finalmente pude saber por que essa HQ é comparada a Mafalda em níveis de importância para a Argentina. Chega a ser chocante o fato de O Eternauta ter sido publicada aqui quase 50 anos depois do seu lançamento no país de origem. A historia conta sobre um grupo de pessoas que está tentando sobreviver a uma invasão alienígena em Buenos Aires, e sua historia é contada por um dos integrantes desse grupo a um quadrinista de outra época, sendo esse mesmo sobrevivente um viajante do tempo. O desenrolar e as atitudes parecem extremamente plausíveis e condizentes, quase como se realmente tivesse acontecido, o desenho de Lopes é bem realista e limpo, embora eu ache que faltou um pouco de criatividade no design dos alienígenas. A aventura te deixa tenso a todo o momento, e você sempre teme pela vida dos personagens, e as revelações são sempre inesperadas. Uma das narrativas mais gostosas que eu tive o prazer de ler esse ano.
     PS: Acredito Piamente que Eternauta é a principal influencia para The Walking Dead, tanto pelo clima parecido quanto pela historia de Kirkman convencendo os editores a publicar sua HQ porque a epidemia zumbi seria causada por aliens.


Poucas Cinzas: Salvador Dali

     Estou vivendo esse momento da vida onde fico pesquisando sobre um mesmo tema sem parar, talvez seja algo comum entre os escritores ou aspirantes, a pesquisa desenfreada. O tema da vez é o surrealismo, e esse filme conta uma parte da historia do principal artista desse movimento, Dali. A película foca na sua adolescência na faculdade de Madrid e na sua relação com Garcia Lorca, famoso poeta e dramaturgo espanhol. Robert Pattinson, o famoso Edward de Crepúsculo, faz um Dali inicialmente introvertido, para ir se soltando cada vez mais ao longo do filme e mostrando-nos a personalidade louca e destrutiva que o pintor adotou ao longo de sua escalada na fama. Javier Beltrán interpreta Garcia Lorca se libertando de suas amarras criativas graças a chegada de Salvador na sua vida, se soltando menos que Pattinson, mas impressionando pela sua similaridade com o poeta. O filme peca em contar uma historia de espanhóis, com produção espanhola e apoio do governo espanhol na língua inglesa, e isso fica mais latente quando se começa uma recitação de algum poema de Lorca na sua língua original e outra voz sobrepõe a sua para lê-lo em inglês, e não mostra o movimento surrealista que eu esperava ver, apesar de explicar algumas coisas presentes na obra de Dali, como o nome do seu filme junto com Buñuel, O Cão Andaluz. Porem o drama principal compensa, as situações chocariam pessoas até hoje, e tanto os dois quanto os coadjuvantes estão muito bem em seus papeis.


Instituto Benjamenta Ou Esse Sonho Que As Pessoas Chamam De Vida Humana

     Os filmes surrealistas sofrem uma espécie de paradoxo: São os filmes que, pela sua experimentação e subjetividade, são os que mais poderiam gerar discussão, mas suas características levam as pessoas a rejeitá-los pela dificuldade de interpretação elevada. Procurando informações e outras opiniões sobre Instituto Benjamenta, só achei apenas quatro comentários no Filmow e nenhuma critica em português.

     A película conta a historia de Jacob Von Gunten, que se matricula no Instituto Benjamenta, destinado a treinar e preparar serventes e comandado pelos irmãos Lisa e Johannes Benjamenta. O instituto é revestido simbolos de Alce, sejam cabeças empalhadas ou imagens nas paredes, todos os alunos fora nosso protagonista são esquisitos a primeira vista, e o relacionamento tanto dos irmãos Benjamenta entre si ou com o protagonista é instigante e metaforico. Falar mais pode atrapalhar a experiência de outros sendo influenciado pela minha, tudo que posso pedir é para ver e discutir sobre nos comentários.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Um Pouco Sobre Surrealismo






     Vi Eraserhead na casa de um amigo recentemente, um dos primeiros filmes surrealistas que vi. O filme terminou e eu estava embasbacado pela qualidade técnica do filme, com uma qualidade impecável de som, uma excelente montagem que conseguia contar a historia com pouquíssimos diálogos, e o clima bizarro e tenso que as imagens me passavam. Contudo, não entendi nada ao terminar de ver o filme.

     O que me deixou embasbacado, porem, foi a reação do meu amigo em relação à obra vista, concluindo simplesmente que era uma bosta por não ter feito sentido algum para ele, sem ao menos dar um tempo para pensar sobre. Em minha opinião, se você não entendeu alguma obra de arte, seja ela qual for, você não pode opinar se ela é boa ou não, pelo simples fato de você não ter idéia do que está falando, um exemplo seria uma criança julgar se um calculo de uma equação de segundo grau está certa ou errada, sendo que ela começou a multiplicar agora.

     Não quis, contudo, revelar essa posição que tinha a respeito da opinião dele, provavelmente porque também não tinha entendido muito a obra em questão, então perguntei se ele não sentiu nada ao ver o filme, sendo esse um dos objetivos de um filme surrealista: mexer mais com os seus sentimentos do que com a sua capacidade lógica (embora a segunda saia extremamente afetada em busca de respostas também). Ele admitiu que a película mexeu com ele, mas que isso não a tornava boa, porque poderia sentir as mesmas coisas com outros filmes que fossem entendíveis.

     Insisti para vermos de novo, dias depois, quando eu já tinha posto os pensamentos sobre o filme em ordem na minha cabeça e criado uma linha de raciocínio. Alem dele estava Douglas, o meu parceiro da pagina do facebook Quase Pedantes e escritor de um blog de cinema, meu irmão e uma amiga nossa. Já discuti com Douglas algumas vezes sobre a minha opinião de “entendimento X gosto” de uma obra, e ele assume a mesma posição que eu: se não entende, não pode dizer que é ruim. Contudo, ele tem um estranho preconceito com o diretor, David Lynch, sabendo que não tinha visto um trabalho sequer do cineasta. Ao fim da película ele afirma, não exatamente com essas palavras, que era um filme horrível porque não entendeu.

      Houve certo desconforto da parte dele admitir isso, é verdade, porem meu outro amigo continua convicto de sua opinião, o filme não dizia nada para ele e ponto. Meu irmão compartilhava dessa convicção, mas houve certa satisfação da minha parte ao constatar que a garota do grupo estava mais curiosa em desvendar o mistério, assim como eu estive da primeira vez que terminei de ver o filme, que ultrajada pelas cenas fortes em questão.

     Depois que eu joguei minha visão sobre o filme, concluindo que mesmo assim eu não desvendei todos os mistérios do filme, talvez nem chegasse perto disso, Douglas falou uma frase que me levou a escrever esse texto: “muito boa essa discussão que tivemos aqui, mas eu acho muita ingenuidade da sua parte achar que o diretor pensou em alguma coisa”.

     Realmente, talvez não exista uma linha do meu raciocínio que tenha passado pela cabeça de Lynch enquanto estava filmando ou escrevendo o roteiro. Porem, isso não invalida a minha percepção do filme, e a minha visão não invalida a de ninguém. O surrealismo não é algo, e sim a sua visão de algo. Birdman foi outro filme que vi gerar diversas interpretações adversas a minha, um amigo meu afirmou até que o filme era praticamente um documentário (!) para ele. O problema da frase, porem, foi na sua entonação ao falar, deixando a entender que em sua opinião, o diretor não pensou em nada para fazer o filme, simplesmente filmou cenas aleatórias e as compilou.


     Jodorowsky, outro diretor de filmes surrealistas, uma vez disse que “Símbolos podem ser muito perigosos. Quando utilizamos a linguagem normal, o espectador pode se defender pois nossa sociedade é uma sociedade linguística, uma sociedade semântica. Mas quando você começa a falar, não com palavras, e sim apenas com imagens, as pessoas não podem se proteger. E é por isso que um filme como esse ou você ama, ou você odeia. Você não pode ficar indiferente”. Ver um filme calcado nesse estilo realmente requer certo preparo, e compreensão de que o filme pode parecer bizarro, ofensivo e grotesco, mas não podemos cair no erro de achar que aquilo é feito apenas para chocar, se não vamos apenas odia-lo e não ouvi-lo, o que eu considero uma tragédia muito grande. Provável que meu amigo simplesmente não estivesse preparado para aquele ataque de imagens e símbolos, assim como a maior parte da sociedade não está.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Globalização da Cultura?







     Roman Polansky lançou recentemente A Pele de Venus. O renomado diretor de O Pianista só está passando em três cinemas do Rio de Janeiro (há quem considere isso muito para um filme francês). Em compensação, Evereste está passando em praticamente todos os cinemas da mesma cidade. A animação japonesa O Conto da Princesa Kaguya, ultima obra feita pelo estúdio Ghibli, o mesmo de A Viagem de Chihiro, saiu aqui no país meio ano depois de sua estréia no Japão, e também em pouquíssimas salas.

     Teoricamente, a globalização deveria deixar todos os países igualmente próximos, mas o que vejo no Brasil é uma tremenda aproximação com a cultura americana, e repudiando todas as outras. As HQs mais procuradas são a de super-heróis americanos, e a mais comprada fora desse tema é Maus, assinado pelo naturalizado americano Art Spiegelman. Os principais autores de livros que estão em voga no momento: George R. R. Martin (Crônicas de Gelo e Fogo), John Green (Cidades de Papel), Gayle Forman (Se Eu Ficar), entre outros, a massiva maioria de americanos.

     Os prêmios mais valorizados também são os americanos, afinal o premio Cannes é uma premiação praticamente desconhecida perto do Oscar. Eu mesmo desconheço os nomes de premiações de países extremamente importantes para o cinema como a Itália e o Japão, mas tenho certeza que eles existem, mas praticamente ninguém está interessado neles.

     As perguntas que ficam são varias: fecha-se para o consumo de arte de apenas um país por que é mais cômodo ou por que se acredita que ela é superior as outras? A segunda alternativa pode parecer absurda, mas sei que muita gente tem esse tipo de pensamento, principalmente aquelas que dizem não ler ou ver nada nacional porque nada daqui presta.

     Que alias é outra pergunta, Por que a cultura americana é mais valorizada aqui que a nossa própria? Parte desse problema, acredito eu, vem da forma como as academias e institutos de ensino lidam com a criança e com a própria cultura, rebaixando obras de ficção cientifica e fantasia nacionais a baixa literatura, imprópria para leitura, consideram qualquer HQ coisa de criança e dizem até mesmo que pode “emburrecer” a pessoa, enquanto empurram goela abaixo obras com o linguajar antigo, complicado e principalmente, com temas que nenhum garoto ou garota estão interessados, enquanto eles acham a liberdade de ler o que gostam em obras americanas. Contudo, por que essas pessoas abandonam de vez a cultura nacional e se atem na americana?


     A ultima pergunta é: o que nas obras de outros países não te atrai a ver ou ler como as americanas atraem? Acredito que uma coisa que atrai mais nos filmes americanos seria os efeitos especiais, mas com toda certeza você não vê apenas Transformers quando está na frente de uma tela, e a situação me parece ainda mais estranha quando falamos de livros ou HQs, não consigo ver um motivo sequer para ignorar as obras de outros países, mas talvez alguém possa jogar uma luz nesse mistério.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Ulysses e a Hora de Parar



     Ulysses é o livro que as pessoas comentam ser o melhor escrito do século passado. Se você pesquisar vai achá-lo facilmente na lista de melhores livros já lidos de varias pessoas. Mesmo sabendo que ele é o segundo livro de uma trilogia, que começa em Retrato De Um Artista Quando Jovem e termina em Finnegan’s Wake, imaginei que não teria problema em lê-lo primeiro, pois há varias pessoas que desconhecem esse fato e o leram sem nenhum problema e a vontade de conhecer a obra principal de James Joyce era gigante.

     Comprei a versão da Pinguim, que conta com uma introdução de quase 90 paginas, que já me fez temer pela complexidade do livro que tinha em mãos. Quando cheguei no “mapa literário” criado para te guiar entres as camadas estéticas e referenciais do livro, vi que meu parco conhecimento da técnica literária e a falta da leitura de Odisséia iriam prejudicar muito minha apreciação da obra. Mesmo assim tentei começar o livro, mas depois de duas paginas eu desisti.

     Tenho certeza que esse foi o certo a se fazer, pois uma das virtudes de um bom leitor é saber a hora certa de avançar, ou como alguns preferem dizer, a “hora de encarar o chefão”, o livro super complicado que os acadêmicos adoram, mas a grande população não tem o menor interesse, ou até mesmo a capacidade, de ler o tal livro. Muitos ainda têm a ignorância de dizer que tal obra é prestigiada porque ninguém a entende, se baseando apenas na própria experiência de contato com a dita cuja. Isso já aconteceu comigo mesmo quando mais novo, quando cometi o pecado de dizer que Dom Casmurro era superestimado e não devia ser chamada de clássico. Na época me interessava muito mais livros sobre aventuras épicas, clássicos do gênero Capa e Espada, geralmente com alguma mitologia envolvida e pouco dava importância para a construção da psique humana que Machado fazia tão bem em suas personagens.


     Por isso, acredito que talvez faça bem você deixar uma leitura que não esteja entendendo para o futuro, principalmente se ela é bem falada pela critica, porque o problema pode ser você, a sua falta de bagagem ou maturidade para lidar com tal obra.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Bienal, Preço e Palestras



     Já ouvi e li muito o dilema tupiniquim “livro é caro porque brasileiro não lê ou brasileiro não lê porque livro é caro?”. Essa semana, tanto o submarino quanto a Lojas Americanas estão vendendo uma quantidade absurda de livros por dez reais. Na Bienal do Livro, comprei dois livros por apenas cinco reais. O enigma já foi resolvido há muito tempo, só não vê quem não quer.

     Uma coisa que me impressionou foi a disparidade das promoções entre as editoras, a Martins Fontes, por exemplo, estava com desconto de 50% de todo o catalogo que eles trouxeram para bienal, enquanto a Editora Nemo só vendia seus livros pelo preço integral. Como uma editora pode oferecer um bom negocio desses e a outra simplesmente oferecer nenhum?

     Infelizmente eu só pude ir a um dia da bienal, se desse iria três ou quatro dias independente de cansaço ou de falta de programação, apenas o clima do lugar e o fato de estar rodeado de tantos livros e autores e leitores já me deixa feliz, tanto que estava bem mais animado que todos que foram comigo. Escolhi o dia que tinha a maior quantidade de atrações que me interessavam, seis de setembro, esperando ver três palestras no mesmo dia: Eduardo Spohr às duas da tarde, Raphael Draccon as cinco e um pequeno grupo de quadrinistas reunidos para falar da nona arte as seis e meia.



     O bate-papo do Spohr, como no ano retrasado, estava lotado, evidenciando o fato de ser um dos autores mais populares do Brasil hoje em dia, se não o mais. Diferente do ano passado, Spohr ainda não tinha lançado seu novo livro a tempo da Bienal, mas a editora Record nos deixou com um aperitivo de um folhetim com o prólogo e os dois primeiros capítulos ,com direito a leitura deles para o publico, do ultimo livro da trilogia Filhos do Éden, chamado Paraíso Perdido. Eduardo foi bombardeado de perguntas durante toda a palestra, entre as mais relevantes:
     Os seus planos futuros, se o próximo romance seguiria dentro do universo ou não e se ele pretendia migrar para algum outro ramo da escrita como quadrinhos ou cinema, e as respostas foram basicamente que ele estava focado apenas em fazer o guia ilustrado do universo de ABDA e que estava aberto a todas as opções depois disso, desde que tivesse vontade de fazer;
     O RPG de Batalha, que foi desenvolvido por ele mesmo e posto em seu blog, o Filosofia Nerd, que está desatualizado com o que já foi mostrado do universo do autor na sua trilogia, vai ser complementado com o guia ilustrado que vai sair em 2016, e que talvez ele venha a reescrever o jogo para se adequar melhor também;
     Fizeram mais perguntas sobre o final de ABDA também, mas o escritor continua avisando que ele é aberto a interpretações das pessoas, coisa que alguns parecem não lidar muito bem.




     Infelizmente não consegui ir à palestra do Raphael Draccon, porque dei prioridade a ultima palestra da noite e a distribuição de senhas seria no horário em que o evento com o escritor de Cemitério de Dragões estaria acontecendo. A palestra com Fabio Moon, Gabriel Bá e Thiago Lacerda (Allan Sieber estava marcado para comparecer também, mas não pode por um imprevisto) foi fechada apenas para as perguntas do mediador, apenas abrindo para a platéia cinco minutos antes de acabar. O bate papo foi muito focado em apresentar as carreiras e os trabalhos dos autores, Lacerda apresentando as dificuldades do quadrinista independente nacional, dizendo que ainda é muito difícil um brasileiro conseguir se sustentar apenas com a nona arte, enquanto os Gêmeos apresentavam a sua experiência no mercado norte-americano, e comentaram um pouco do futuro do quadrinho nacional, como no fato da maioria das editoras terem começado a dar mais espaço aos quadrinhos em seus catálogos, e que apesar da recente popularização dessa forma de arte por causa do cinema, o publico aqui ainda é considerado de nicho, e que se precisa de muito mais apoio e gente para que a situação brasileira realmente mude.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Mini Entrevista: Gabriel Bá e Fabio Moon








     Na ultima segunda feira, dia 7 de setembro de 2015, houve o lançamento de “Dois Irmãos”, adaptação em HQ do romance de Milton Hatoum, no Rio de Janeiro. Os autores Gabriel Bá e Fabio Moon, possivelmente os maiores nomes do quadrinho nacional atual junto com Marcello Quintanilha na minha opinião, compareceram a uma sessão de autógrafos em Botafogo, onde eu pude ir, e também consegui uma mini entrevista com os gêmeos.

     “Dois Irmãos” ainda terá um espaço para ser comentado no futuro, para um artigo especial que escreverei, e vocês vão ler mais sobre o Moon e o Bá na próxima semana, no post sobre a Bienal do Livro 2015, mas agora fiquem com a entrevista:


  Vocês têm algum plano para uma Coletânea da Tirinha “Quase Nada”?

Moon: Nós temos idéias para coletar as tiras em um livro, mas não é algo imediato porque não queremos simplesmente pegar todas e colocar numa obra, queremos que tenha uma seleção ou uma ordem ou algo extra, ainda estamos definindo como transformar isso num bom livro ou numa boa serie, mas está nos nossos planos.




  Vocês já têm idéias para o próximo trabalho de vocês?

Moon: Não, ainda não temos idéias definidas para algo novo, e essa é uma das razoes pelas quais nós misturamos fazer os nossos gibis e desenhar as historias de outros roteiristas, no momento estamos desenhando mais Umbrella Academy e mais Casanova, então no meio tempo podemos pensar com calma nas novas idéias para a próxima historia que vamos escrever e desenhar.

  Sobre a minissérie da Globo “Dois Irmãos”, vocês tem alguma opinião sobre o que vai ser a serie ou a escalação dos atores, como por exemplo o Cauã Reimond como os gêmeos?

Moon: Sobre os atores tanto faz, o importante é eles fazerem um bom trabalho, mas com certeza vai ter uma repercussão grande, vai divulgar a historia e espero que seja bom para o romance e para o quadrinho, que gere mais interesse das pessoas porque vai alcançar bem mais gente.

Bá: Sobre os atores não dá pra saber, porem nós gostamos do diretor e estamos com boas expectativas em relação à minissérie.

  Para terminar, com essa nova onda de adaptação de quadrinhos tanto para filmes quanto séries, vocês acreditam que alguma obra de vocês possa ser adaptada em um futuro próximo ou se já existem conversas sobre isso?

Moon: Vivemos conversando sobre adaptação das nossas HQs, só não são conversas rápidas.


Bá: Eu acho que o que nós fazemos é muito especifico para quadrinhos, o que torna bem difícil de se adaptar, então acredito que não vai acontecer tão cedo.